Ministério Evangélico Pró-Vida
Meprovi

 

Co-dependência

Sabemos que a dependência química afeta não só o dependente mas todo aquele que convive com ele. A este chamamos de co-dependente, visto que seu sentimento e comportamento sempre estão relacionados ao sentimento e comportamento do dependente.

Hemfelt, Minirth e Meier (1989), definem co-dependência como uma "adicção a pessoas, comportamentos ou coisas. Co-dependência é a ilusão de tentar controlar os sentimentos interiores, através do controle de pessoas, coisas e acontecimentos exteriores". Estes autores lembram que a palavra co-dependente significa literalmente "dependente com".
Para identificar se seu relacionamento é de co-dependência, segue abaixo dez traços que o caracterizam:

1. O co-dependente é guiado por uma ou mais compulsões;

2. Um co-dependente é compelido e atormentado pelo jeito que as coisas eram na família disfuncional de origem;

3. A auto-estima (e muitas vezes a maturidade) do co-dependente é muito baixa;

4. O co-dependente tem certeza de que a sua felicidade depende dos outros;

5. Do mesmo modo, o co-dependente se sente desmensuradamente responsável pelos outros;

6. O relacionamento do co-dependente com o cônjuge ou outra pessoa significativa é desfigurado pelo instável desequilíbrio entre dependência e independência.

7. O co-dependente é um mestre da negação e da repressão;

8. O co-dependente se preocupa com coisas que não pode mudar e é bem capaz de tentar mudá-las;

9. Além disso, a vida do co-dependente é pontuada de extremos;

10. Para finalizar, o codependente está sempre procurando por alguma coisa que falta em sua vida. (Hemfelt, Minirth e Meier, pp 25,1989).

Semelhante a estes autores Cocores (citado por Kalina, 1991), co-dependente ou co-adicto é assim chamado aquele ou aqueles parentes ou amigos que se dedicam a corrigir, cuidar, a salvar, a curar, enfim, o adicto.

E isto, por se envolverem em todas as condutas aberrantes na vida do dependente, quais sejam as condutas repetitivas, adictivas ou de outro tipo, que por vezes se mostram até perigosas para a integridade física e social de ambos, que sofrem e se frustram com os fracassos reiterados.

Ainda segundo Kalina (1991), não existe uma patologia específica na personalidade dos co-adictos, mas nos casos estudados, se encontram transtornos de afetividade (distimias), ansiedade, pânico, comportamento obsessivo-compulsivo, etc.

Critérios diagnósticos: podem ser incluídas nesse novo quadro nosológico as pessoas que reúnem as seguintes características:

a) Permanecer durante prolongados períodos de tempo - mais de um ano - em íntima relação como adicto, sem recorrer a tratamento ou a qualquer outro apoio externo.

b) Investir tempo e energia acompanhando e tentando controlar as condutas aberrantes do adicto, com as conseqüentes frustrações perante os resultados adversos obtidos.

c) Postergar as próprias necessidades e desejos para atender as do adicto.

d) Apresentar pelo menos 5 dos sintomas a seguir arrolados depois de conviver como adicto por 3 ou mais meses:

1. Perturbações do sono ou da alimentação, e também do estado de ânimo.

2. Assumir responsabilidade pelo adicto.

3. Encobrir e proteger o adicto.

4. Controlar e esconder dinheiro ou cheque; recusar o relacionamento sexual com eles, controlar e esconder as bebidas alcoólicas, etc. medidas todas destinadas a evitar as situações adictivas.

5. Fazer ao adicto constante demandas e exigências para que diminua ou pare com seus atos, apesar da clara evidência de que fracassa e não consegue fazer o que lhe é pedido.

6. Em conseqüência disto, manifestar mágoa, depressão, sentimento de solidão, de desgosto, de frustração e até de culpa.

7. Exacerbação dos problemas físicos e/ou psicossomáticos que já tinham, quais sejam: dores de cabeça, tensão muscular, perturbações gástricas, hipertensão arterial, ertrite, etc.

8. Afastar das amizades e, em geral, do ambiente social por medo ou vergonha das situações que lhe costumam fazer os adictos.

9. Em muitos casos, já ter passado por tais situações durante a infância ou a adolescência por causa de algum dos pais, dos parentes ou de amigos.

10. Apresentar excessiva tolerância perante os abusos físicos e emocionais por parte do adicto. (Kalina, 1991).

 

 

[ Início | Histórico | Estrutura | Tratamento | Missão | Receitas | Despesas | Artigos | Benefícios | Links | Contato | Webmail ]

© 2005 - MEPROVI. Todos os direitos reservados.